Materiais
- 6 a 10 moedas de cobre (ou discos de cobre / fita de cobre)
- 6 a 10 discos de zinco ou alumínio de tamanho semelhante (arruelas galvanizadas ou papel-alumínio dobrado funcionam bem)
- Papel toalha ou papelão, cortado em discos do mesmo tamanho das moedas
- Solução eletrolítica: água com sal de cozinha ou vinagre
- Um multímetro, para medir a tensão gerada, ou um LED de baixa potência
- Fios com garras jacaré
Procedimento
- Corte os discos de papel toalha ou papelão no mesmo diâmetro das moedas e mergulhe-os na solução eletrolítica até ficarem bem umedecidos.
- Monte uma pilha alternando as camadas na seguinte ordem: disco de cobre, disco de papel umedecido, disco de zinco (ou alumínio) — e repita a sequência quantas vezes for possível.
- Prenda uma garra jacaré na moeda de cobre na extremidade superior da pilha e outra na moeda de zinco/alumínio na extremidade inferior.
- Conecte as garras ao multímetro, configurado para tensão contínua, e registre o valor medido — ou conecte-as diretamente aos terminais de um LED de baixa potência para observar se ele acende.
- Repita a medição aumentando e diminuindo o número de pares na pilha, observando como a tensão total se altera.
O que observar e por quê
Cada par cobre–zinco funciona como uma célula galvânica em miniatura: o zinco (ou alumínio) se oxida, liberando elétrons, que percorrem o fio externo até o cobre. Como as células estão empilhadas em série — exatamente como na pilha original de Volta —, a tensão de cada par se soma às demais, e uma pilha com mais camadas produz uma tensão total maior. Pequenas variações nos valores medidos são esperadas e refletem diferenças na pureza dos metais, na concentração do eletrólito e na qualidade do contato elétrico entre as camadas — os mesmos fatores que também desafiavam os cientistas do século XIX.